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PSICOPATAS




Algumas características do psicopata são o egocentrismo, a ausência de culpa e remorso, o excesso de razão e a inexistência de emoção. Dentro destas características a mentira é um dos atos mais recorrentes. Para sustentar uma mentira, o psicopata cria outras e mais outras, sempre para chegar aos seus objetivos. Por não sentir culpa, o psicopata atua e finge muito bem. Facilmente pode forjar um choro, tristeza ou qualquer outro sentimento que seja mais facilmente observável.




A grosso modo, o psicopata pode ser classificado em três graus. O primeiro deles, o leve, seria o conhecido 171 (estelionatário), o indivíduo que aplica pequenos golpes e engana as pessoas. O segundo grau, o moderado, seria o indivíduo que se envolve em grandes fraudes financeiras ou em golpes envolvendo muitas pessoas. O terceiro grau, o grave, seria a da categoria dos serial killers, que quase sempre envolvem requintes de crueldade. No Brasil já tivemos vários casos de serial killers, dentre eles o bandido da luz vermelha e o maníaco do parque. Há também muitos outros crimes que foram cometidos por prováveis psicopatas graves, como o caso Richthofen, o caso Eloá e tantos outros.




Os crimes envolvendo os psicopatas graves são repletos de requintes de crueldade. No caso do jornalista Tim Lopes, seus assassinos fizeram um ritual para cometer o crime. Utilizaram espadas, tortura e diversos artifícios de crueldade. Por fim, o corpo do jornalista foi queimado em um local denominado "microndas". Essa categoria mais grave de psicopata pode ser descrita ainda como um predador humano, eles simplesmente “caçam” as suas vítimas como um animal feroz.




/www.psicologoemcuritiba.com.br/2009/04/psicopatia.html
Eu recebo inúmeros e-mails de pessoas que dizem, ou melhor, escrevem que quer muito me conhecer, apos ter lido meu blog, e após manifestar esse desejo de me conhecer, me dão um monte de conselhos, dos mais variados...pedem para que eu não ligue p a opinião alheia, que eu esqueça o que passou, que eu seja eu mesma, que eu me ame, etc...

Acho muito bacana esse tipo de carinho por parte de pessoas que me conhecem, só sabem um pedacinho da minha vida através desse blog. Eu não estou aqui fazendo uma crítica, ou pedindo de forma indireta que parem com seus conselhos!! Isso eu nunca faria, porque penso que toda manisfestação, seja ela positiva ou não, não deixa de ser uma forma de carinho, e que por sinal eu recebo bem.

Tenho duas coisas a ressaltar aqui: Quanto a querer me conhecer, será um prazer, mas não sei o que as pessoas imaginam ou fantasiam a meu respeito, mas adianto que sou só uma mulher que sofreu demais por ter sido ingenua, por não ter tomado os devidos cuidados aqui na internet, e que como muitas, saio de um casamento terrível, onde era violentada de todas as formas, mas que se deixou violentar, e na ansia de ser feliz, e com fome de muito amor, caiu na primeira declaração de amor Vinda de um expert em mulheres carentes. A idéia do blog não é promover a coitadinha que perdeu tudo, e que hoje leva uma vida difícil...já joguei minha coitadinha no lixo a muito tempo, assumo minhas responsabilidades, e ninguém nos faz aquilo que não permitimos....dei muito poder a ele, assim como havia dado a meu ex marido, e sempre que fazemos isso, abrimos mão de nós mesmas, e as pessoas se sentem a vontade de fazer o que bem quiser.

Outro ponto a enfatizar aqui é que eu não estou fazendo apologia ao sofrimento...nem acho que me exponho quando conto que fui vítima de violência física, verbal, emocional de meu ex marido, e mesmo tendo uma vida muito confortável materialmente, eu pedi a separação e lutei por ela, porque não há jóia, não há carro nem coisa alguma que possa servir de consolo, ou de desculpas para se viver num cativeiro como eu vivia...nunca me vendi.

Eu escrevo esse blog para PEDIR as mulheres em geral, que não fiquem nas mãos de ninguém, que denunciem, que façam BO quando forem agredidas principalmente físicamente, eu só passei a ter mais segurança o dia em que fiz um BO e andava com ele na bolsa.

Não acreditem nas desculpas, nos beijos pós massacre...nas promessas de que será a última vez! Quem nasce para agredir e encontra quem deixe, seja lá porque motivo, fará isso a vida inteira...não queira mudar ninguém....mude você.

As minhas dores, minhas mágoas, ou qualquer sentimento que derive do reultado de ter ou ser mal amada, já foi superado, caso contrário, eu não faria esse blog. Não trabalhei fora, apesar de ter faculdade e várias pós, me dediquei a filhos e ao marido durante 17 anos, abri mão de minha profissão, e hoje não tenho o menor valor para o carrasco que conviveu comigo por 17 anos, que pediu para que eu não trabalhasse...e hoje espalha aos 4 ventos que não fiz nada durante 17 anos....e se vinga no bolso, me deixando passar necessidade, e principalmente, deixando os próprios filhos passarem, sendo ele um grande executivo...mas como já escrevi anteriormente, eu deixei....eu permitir...quando eu devia ter ido embora na primeira levantada de mão de que ele deu.

Saí de um casamento onde eu deixei que me roubasse meus sonhos, minha auto estima, e tantas outras coisas, e entrei em outro que me roubou de fato, talvez a única coisa que tenha sobrado de meu casamento...um apartamento, que era minha segurança, e um carro que querendo ou não é um conforto....deixei os dois levarem tudo.

Isso é apenas um alerta, um exemplo, uma confissão de ingenuidade e burrice. Hoje, depois de tudo que dei, me dediquei, fui leal, respeitei, ainda sou mal julagada por ter me envolvido com uma pessoa que era um bandido e eu nem desconfiei.

Mas aos que me aconselham não se importar com a opinião alheia, a ser eu mesma, eu digo que o que os outros pensam , acham sentem a meu respeito, não tem o menor valor, nem chego a ouvir, sei quem sou, não tenho vergonha de ter sido tão abandonada por mim, mas hoje, depois de ter passado por tudo que passei, me amo muito, me valorizo demais, to ainda na luta, ainda quero ser muito feliz, e serei...sinto falta de ter meu conforto? claro!! de ter meu carro? com certeza!! mas tudo isso foi o preço que paguei para aprender na dor...e hoje olho no espelho e vejo uma mulher de carater, que assume que errou, ou que fez o que sabia, mas que nunca mais deixará alguém se quer enconstar as mãos em mim, se não for para me fazer um carinho.

As mãos que batem, não sabem acariciar, as mãos que roubam, não sabem pegar nem reconhecer o que é verdadeiro e honesto.

Era isso...esse é o meu recado, e sempre será!







CONTADOR

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

PSICOPATIA







Acorrei, espíritos que velais sobre os pensamentos mortais! Tirai-me o sexo e, dos pés à cabeça, enchei-me até transbordar da mais implacável crueldade! Fazei que meu sangue fique mais espesso; fechai em mim todo acesso, todo caminho à piedade, para que nenhum escrúpulo compatível com a natureza possa turvar meu propósito feroz, nem possa interpor-se entre ele e a execução! Vinde a meus seios e convertei meu leite em fel, vós gênios do crime, do lugar de onde presidis, sob substâncias invisíveis, a hora de fazer o mal! Vem noite tenebrosa, envolve-te com a sombria fumaça do inferno para que meu punhal agudo não veja a ferida que ele vai fazer e para que o céu, espiando-me através da cobertura das trevas não possa gritar-me: ´´ pára! pára! ``.


Lady Macbeth, nos momentos que antecedem ao assassinato do rei Duncan, que dorme em seu castelo como hóspede.






A tragédia de Macbeth.


William Shakespeare.




A citação que abre esta publicação, proveniente de uma peça teatral, mostra de uma forma vigorosa e dramática aspectos profundos do tema que trataremos agora.


Compreender melhor o funcionamento dos psicopatas é uma tarefa de importância vital para a humanidade. O número de portadores deste transtorno cresce vertiginosamente e eles se infiltram em todos os âmbitos do tecido social, do direito à medicina, da polícia ao mundo dos negócios e principalmente na política.


O resultado é a condição de total insegurança que vivemos nas ruas, no transito e dentro de nossas casas. A ação de psicopatas dentro de grandes empresas quebram a confiança de acionistas e investidores que não acreditam nos dados fornecidos pelas empresas e em seus auditores.


O acionar dos psicopatas no mundo da política tornou o mundo mais empobrecido e sem perspectivas para bilhões de seres humanos.


É do contingente dos portadores deste transtorno que saem os autores dos piores crimes contra a humanidade embora um grande número deles não cheguem a cometer crimes violentos.


Os psicopatas são seres atormentados e que fazem sofrer outros seres humanos muito mais do que eles próprios sofrem, por razões que ficarão mais claras neste estudo.


São seres muito destrutivos em suas relações com o ambiente, com eles próprios e principalmente com as pessoas com quem se relacionam.


A sua conduta predatória os transforma no maior inimigo do ser humano.


É muito importante delimitar o conceito de psicopatia para que não se torne um rótulo aplicado indiscriminadamente, como já ocorreu com opositores de regimes totalitários e com seres humanos levados à delinqüência como última possibilidade de sobrevivência.




- Conceito de psicopatia e seu desenvolvimento histórico






Nos estudos médicos sobre este transtorno são usados como sinônimo de psicopatia as denominações de sociopatia e transtorno de personalidade anti-social ( TPA ). Esta última denominação é a mais usada nos textos científicos.


O conceito atual de psicopatia refere-se a um transtorno caracterizado por atos anti-sociais contínuos ( sem ser sinônimo de criminalidade ) e principalmente por uma inabilidade de seguir normas sociais em muitos aspectos do desenvolvimento da adolescência e da vida adulta. Os portadores deste transtorno não apresentam quaisquer sinais de anormalidade mental (alucinações, delírios, ansiedade excessiva, etc.) o que torna o reconhecimento desta condição muito difícil.


Até chegarmos ao conceito atual foi necessário o trabalho de inúmeros pesquisadores.


Pinel, a partir da observação de que existiam indivíduos que se comportavam de modo irracional ou inapropriado, publicou um trabalho em 1806 sobre esta forma de ´´ loucura `` e usou a denominação manie sans delire ( insanidade sem delírio ).


Um médico inglês , Prichard (1835) introduziu o conceito de insanidade moral.


Depois estudiosos alemães introduziram a noção de ´´ inferioridade constitucional `` dos psicopatas.





Nas décadas de 30 e 40 os clínicos, com uma orientação psicodinâmica, estudaram o transtorno e ressaltaram a dimensão social do transtorno devido à perspectiva cultural que dominava à época. Nesta etapa nasceu a denominação sociopata.


A nossa época contribuiu com os exames de imagem e funcionais do sistema nervoso, altamente sofisticados e chegamos ao conceito atual, mais neutro, de transtorno de personalidade anti-social ( TPA )






- Quais os critérios que os médicos seguem para diagnosticar o TPA?






Grande parte da comunidade científica adota os critérios do Manual Estatístico e Diagnóstico da Associação Psiquiátrica Americana que afirma:






Critérios diagnósticos para o transtorno de personalidade antisocial.


A - Existe um padrão de desrespeito e violação dos direitos dos outros, ocorrendo desde a idade de 15 anos, como indicado por três ( ou mais ) dos seguintes:






1) falhas em adaptar-se às normas sociais que regem os comportamentos legais, indicadas pela repetição de atos que são motivos para prisão.






2) propensão para enganar, indicada por mentiras repetitivas, uso de


codinomes e manipulação dos outros para benefício ou prazer pessoal.






3) impulsividade ou falha em planejar o futuro.






4) irritabilidade e agressividade, indicado por brigas e agressões repetitivas.






5) desrespeito negligente pela própria segurança ou dos outros.






6) irresponsabilidade, indicada por falhas repetitivas em sustentar um trabalho consistente ou honrar obrigações ( financeiras ou morais ).






7) falta de remorso, indicado pela indiferença ou racionalização ao ter maltratado alguém ou roubado alguma coisa.






B - O indivíduo tem pelo menos 18 anos de idade.




C - Há evidências de transtornos de conduta com início antes dos 15 anos de


idade.


D - A ocorrência do comportamento anti-social não é exclusiva do curso da


esquizofrenia ou de um episódio maníaco.






- Com critérios tão claros é fácil fazer o diagnóstico de TPA durante a consulta médica?






Não é nada fácil uma vez que o portador de TPA é um mentiroso contumaz. Não existe profissional de saúde mental que não tenha sido enganado por um psicopata. Em geral têm uma boa apresentação, falam bem e são muito convincentes.



- O que pode ajudar a diminuir a enganação?



O profissional que dispõe de informações provenientes de familiares, de amigos, de registros hospitalares ou fornecidos por autoridades pode confrontar o paciente com suas mentiras, às vezes abrindo as portas para o início de uma relação terapêutica com um mínimo de sinceridade e às vezes deixando o paciente furioso e nada propenso a voltar ao médico.



- Podemos então dizer que os psicopatas criam situações clínicas difíceis?


Não existe outro grupo de transtornos mentais que seja tão interessante e tão frustrante para os clínicos. O enigma de pessoas tão hábeis para algumas coisas e tão incapazes para outras levanta questões de uma complexidade fantástica, mas a falta de continuidade nos contatos ( como veremos na parte dedicada ao tratamento ) limita muito as possibilidades de compreensão e estudo desta condição.



Todos os portadores de TPA tentam ocultar do médico os seus problemas com os relacionamentos, com a dificuldade de trabalhar e com a lei?




Não. É impossível generalizar ao falar de TPA. Cada um tem a sua peculiaridade e recursos diferentes, traduzindo a noção de um grupo heterogêneo de transtornos.


Alguns falam abertamente de seus comportamentos delinquentes e de sua dificuldade de viver. Quando abrem o seu mundo interior à inspecção ( o que ocorre muito raramente ) podemos ver uma mente estéril, dominada pelo tédio e ausência de valores e objetivos de vida. Nestas circustâncias podemos compreender, diante deste vazio, a busca desesperada de estímulos e sensações, ainda que com o risco da própria vida e mais comumente da vida dos outros.


- Qual é a causa do TPA?


Não existe uma causa única que determine o TPA. É um transtorno multideterminado o que significa que é o resultado de uma somatória de fatores.


- Quais são estes fatores?



Fatores genéticos ( os parentes em 1º grau do portador tem 5 vezes mais possibilidades de desenvolver o transtorno que pessoas da população em geral).


Fatores próprios da mente de cada indivíduo; cada pessoa tem uma conformação própria que é resultado da interação de fatores inatos com as experiências e relações de cuidados ( físicos e afetivos ) no início da vida.


Há internalizações dos vínculos primários, o que ocorre de forma diferente em cada indivíduo, determinando que cada pessoa tenha uma arquitetura interior diferente.


Fatores de ordem neurológica, que mostram alterações já bem estudadas do sistema nervoso.



Fatores de ordem social também participam. Vivemos uma época que aspira


liberdade e distância de imposições autoritárias e isto influencia o


desenvolvimento dos psicopatas. Os psicopatas interpretam a falta de normas que temos no mundo atual como licença para violentar os direitos dos outros e não como espaço para a cidadania.



- A vida familiar também influencia na TPA?


Sim. Exerce uma grande influência na formação de uma mente perturbada. Grande parte dos portadores de TPA vem de famílias muito perturbadas em que os pais, com frequência também são portadores de TPA. Muitos dos portadores foram vítimas de violência física e abusos sexuais dentro de suas próprias casas.


Por outro lado, o surgimento de um filho com as perturbações de comportamento que mais tarde se cristalizarão com TPA, tem um efeito devastador sobre a família e pais que, em outras circunstâncias poderiam ser até razoáveis, perdem o controle do processo educativo e chegam a ficar descontrolados na tentativa de realizar a educação de um filho impossível de ser educado.


- Podemos concluir que há um verdadeiro círculo vicioso na formação de novos psicopatas?


Sim. Uma pessoa agredida e tratada com violência desde cedo na vida e mais tarde desenvolvendo o TPA será um agressor violento de seus filhos e reproduzirá o inferno no qual viveu a sua infância . Em geral eles têm muitos filhos porque constituem relações de casamentos muito precoces e muito perturbados, com muitas traições, mentiras, brigas violentas e rupturas das ligações que não são profundas. Ao quebrar-se o vínculo precario o portador de TPA em geral abandona os filhos e inicia outra vez com outra pessoa o mesmo ciclo. Como não tem sentimentos de compaixão com nenhum ser humano não há problemas de culpa pelo abandono dos filhos.


A falta de sentimento de responsabilidade por seus atos faz com que eles acreditem que os filhos que eles trouxeram ao mundo são de responsabilidade


da sociedade, da qual eles não se sentem partes.



- Seria então um meio de prevenir o aumento de portadores de TPA evitar que estas pessoas tivessem tantos filhos?


Sabemos que mesmo crianças que são criadas em lares estáveis, com boas relações afetivas podem vir a desenvolver o TPA. As que se originam de famílias enlouquecidas têm poucas chances de escaparem. Orientar os portadores de TPA para evitarem a gravidez, oferecer-lhe suporte nas épocas de maior crise, quando estão saindo de casa e tentando encontrar um lugar no mundo com uma mente inadequada, é um fator de prevenção.


Estas medidas de prevenção encontram oposição em setores hipócritas da sociedade e de algumas religiões que acham que todos devem se reproduzir, em qualquer circunstância, ainda que os filhos gerados não venham a conhecer nada além do inferno da loucura, miséria e doença.




- É grande o número de portadores de TPA na nossa sociedade?



É praticamente impossível determinar na população em geral o número de indivíduos portadores de TPA. É grande a diferença de um para outro e eles se disfarçam e mentem muito. Em populações específicas, que ficam confinados estes estudos se tornaram realizáveis e são da ordem de 20% dos internados em hospitais psiquiátricos e 70% da população carcerária.


Na população em geral o número estimado é de 2 a 3%, sendo a proporção homens mulheres 3: 1.


Em resumo, não temos dados satisfatórios neste setor e não sabemos nem mesmo qual a proporção de portadores de TPA que chegam ao serviços médicos.






- Quando os portadores de TPA são punidos por desobedecer leis e violentar os direitos dos outros eles passam por modificações?



Eles não se beneficiam de punições e castigos e hoje se considera verdadeira a antiga afirmação de que portadores de TPA não aprendem com a experiência. O comportamento anti-social é repetitivo com ou sem punições.
 - Os modernos métodos de investigação neurológico ajudam a esclarecer porque os portadores de TPA não aprendem com a experiência, mesmo a maioria tendo uma inteligência próxima da normal?


Os exames que se utilizam da tecnologia mais avançada como ressonância nuclear magnética, tomografias computadorizadas, tomografias computadorizadas com emissão de positrons e mapeamento topográfico cerebral entre outros, mostram uma elevada ocorrência de alterações no lobo frontal do cérebro ( a parte do nosso cérebro que controla as condutas de relacionamentos com os nossos semelhantes ) e anormalidades em áreas de controle das emoções ( daí a irritabilidade e às vezes ataques de fúria ).


O cérebro dos portadores de TPA funciona de uma maneira lentificada com pobre estimulação interna ( daí a busca de situações que criem emoções fortes, mesmo perigosas ) e são cérebros considerados como pouco amadurecidos ( dificuldade de aprendizagem, mesmo com punições ).


Um provável amadurecimento cerebral explicaria porque muitos portadores de TPA estabilizam e até diminuem a sua perturbação em sua 3º ou 4º década de vida , ocorrência que é denominada de ´´ desgaste ``.






- Como é a vida profissional de um portador de TPA?






Os que chegam a constituir uma certa carreira profissional e tem muito entrecortado por demissões, problemas com superiores, problemas com condutas ilegais e de convivência com colegas. Não chegam a postos mais elevados e constantemente têm problemas financeiros, reforçando o lado parasitário e predador deste transtorno. Outros nem isto conseguem e sobrevivem de tráfico de drogas, prostituição, roubos e sequestros.


É o que conseguem com uma mente nada sofisticada e nenhum entendimento do mundo afetivo das pessoas que têm os sentimentos normais.


Aqueles que têm uma mente mais sofisticada chegam a ter sucesso momentâneo em profissões liberais, nas atividades empresariais e sobretudo


na política. Mas é só questão de tempo para a queda. Não é possível enganar a todos o tempo todo.










- Tendo noção do que é um psicopata como podemos nos proteger de sua ação predatória?






Como um todo social tivemos nas últimas eleições uma experiência de rejeitar nas urnas predadores e enganadores notórios, mostrando que o conhecimento das práticas destes indivíduos traz a rejeição e a consequente proteção.


No nível individual devemos ter mais observação e conhecimento das pessoas que nos cercam ( os psicopatas sempre fazem referência à ingenuidade das vítimas de seus golpes ). Só a prevenção funciona, uma vez caimos em um golpe não há como revertê-lo. Quando convivemos com pessoa que não tem nenhuma identificação com os sentimentos e valores humanos só a distância e limites pode representar a proteção.


- Com tantos psicopatas gerenciando negócios e empresas como não ser vítima?


O grande recurso é a informação .


Uma empresa que é dirigida por um psicopata vai cometer muitas falhas que irão para os órgãos de defesa do consumidor e de imprensa.


Se você lê jornais não comprará um apartamento de uma construtora que usou areia do mar em suas obras, matando, desabrigando e lesando inúmeras pessoas. A informação protege e a distância dos psicopatas e seus ´´negócios `` também.


O único temor dos psicopatas é serem denunciados. Uma vez conhecida a sua maneira de agir o jogo acaba.


- Porque os portadores do TPA não temem a justiça?
Não a temem porque não têm as emoções normais de um ser humano.


Quando envolvidos em questões legais assistem com indiferença os processos, como se não tivessem envolvidos.


Quando adquirem muito dinheiro com sua atividade predatória, usam estes recursos para escapar das consequências de seus atos, além de grandes promessas de mudança e arrependimento que às vezes sensibilizam os encarregados da justiça.


Quando não têm recursos financeiros e são condenados isto não tem importância. Vão para a prisão onde eles organizam facções criminosas, usam e vendem drogas, recebem entregas de alimentos e ´´ visitas íntimas ``. Eles não se sentem nada penalizados e a única coisa que eles temeriam fica muito afastada deles: o trabalho.

- Há tratamento para estes transtornos?

Os tratamentos para o TPA na maioria das vezes resultam em nada. O emprego do psicofármacos é limitado pelo risco de dependência e as psicoterapias dão pequeno resultado , em função de que os pacientes têm uma mente limitada que não aprende com a experiência. As mudanças que podem ocorrer são muito pequenas e ocorrem em prazos muito longos. Poucos pacientes e terapeutas conseguem esperar que isto ocorra, e há um grande desestímulo neste setor. Muitos terapeutas rejeitam os pacientes com esta condição.



- Então é muito pouco o que pode ser feito em termos de tratamento?

Com esta perspectiva tão limitada às vezes o tratamento consegue ajudar a um ou outro portador de TPA a deixar álcool e drogas, o que já é um beneficio.


É função do terapeuta orientar os familiares que terão que conviver sempre com o portador de TPA como minimizar o efeito destrutivo desta patologia. É muito importante que os pais não neguem os problemas de conduta que um filho comece a apresentar, coloquem limites e procurem ajuda para lidar com o problema.

A intervenção precoce tem mais possibilidade de ajudar a obter alguma melhora do que quando o problema já está consolidado ( após a idade de 18 anos )
- Como poderíamos resumir o tema que foi estudado nesta publicação?

Os aspectos essenciais do estudo do TPA ( psicopatia ou sociopatia ) são:


um transtorno de natureza crônica que inicia-se como transtorno de conduta em torno de 15 anos e consolida-se como TPA aos 18 anos.


Atinge mais homens do que mulheres, tem componentes genéticos, familiares, neurológicos e sociais. O número de seus portadores aumenta muito na sociedade atual.


Os portadores de TPA tem uma inteligência média e alguns são muito inteligentes. Usam muito os recursos verbais e são muito convincentes nas suas argumentações.


Tem alterações no lobo frontal ( a parte do cérebro que controla o relacionamento com as pessoas ) e nos circuitos que controlam as emoções. Estas alterações fazem com que sejam agressivos, irritadiços e estabeleçam relações muito perturbadas.


Muitos cometem crimes violentos ( a maioria não ) e são conhecidos os casos de matadores em série, terroristas e líderes do crime organizado. Uma parte dedica-se a atividades predatórias do ser humano, tendo a enganação como elemento essencial.


As possibilidades de tratamento são limitadas pois os portadores de TPA não estabelecem vínculos firmes e duradouros e não aprendem com a experiência.


Quando punidos não aprendem com a experiência, voltando a cometer crimes e violar os direitos dos outros.


Não sentem culpa com os atos anti-sociais que cometem e sempre têm explicações e racionalizações. Às vezes chegam a dizer que ´´ matei por amor ``. São pessoas extremamente frias e calculistas. Colocam nos outros ( projetam ) aspectos detestáveis da sua mente e sentem uma espécie de triunfo e grandiosidade quando enganam ou agridem alguém.


As medidas de prevenção não são muitas e consistem em ajudar aos portadores a não se reproduzirem com o excesso que lhes é peculiar, com medidas de apoio.


A nível individual a proteção é o conhecimento e boa observação das pessoas com os quais convivemos e com quem fazemos transações comerciais.


A sociedade como conjunto pode escolher melhor os políticos que vão representá-la eliminando os predadores velhacos.


















Dr. Osvaldo Lopes do Amaral


Diretor Clínico do INEF


http://www.inef.com.br/psicopatia.htm

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